Estrutura
A proposta de intervenção que a banca espera
Agente, ação, meio e finalidade. Quatro elementos, e o texto que deixa um de fora perde ponto sem o candidato entender por quê.
15 de setembro de 2026 · 6 min de leitura
A proposta de intervenção é o parágrafo mais caro da redação e o mais previsível. Previsível porque a banca não quer originalidade ali: quer completude. Ela tem uma lista de elementos e confere se estão presentes.
O candidato que escreve “o governo deve investir em educação” acha que propôs alguma coisa. Não propôs. Disse quem, de forma vaga, e mais nada.
Os quatro elementos
Agente é quem executa. Não é “a sociedade” nem “o governo”: é o Ministério da Educação, a secretaria municipal, o Conselho Tutelar. Quanto mais específico, melhor.
Ação é o que será feito. Um verbo concreto, não “conscientizar”. Criar, fiscalizar, ampliar, destinar.
Meio é como. É o elemento mais esquecido e o que mais custa ponto: por meio de campanhas em rádio comunitária, por meio de convênio com universidades, por meio de destinação de verba do fundo X.
Finalidade é para quê. Fecha o raciocínio e amarra a proposta ao problema que o texto discutiu.
O teste de uma linha
Leia sua proposta e pergunte: quem faz, o que faz, como faz, para quê. Se você não consegue apontar as quatro respostas no próprio texto, a banca também não vai conseguir.
Esse teste leva quinze segundos e recupera mais ponto do que qualquer reescrita de introdução.
Da teoria para o seu texto